Na continuação de Viagem ao Centro da Terra, Josh Hutcherson reprisa seu papel e agora conta com a ajuda do grandalhão Dwayne Johnson
Por André Gordirro, da Cidade do México
Sequência de Viagem ao Centro da Terra, produção que abriu a porteira para o retorno do cinema em 3D (um ano antes do Avatar de James Cameron), Viagem 2 – A Ilha Misteriosa chega aos cinemas brasileiros nessa sexta-feira, dia 3 de fevereiro, antes mesmo de estrear nos Estados Unidos. PREVIEW foi até a Cidade do México para conferir a aventura e conversou com o ator Josh Hutcherson e o diretor Brad Peyton (Como Cães e Gatos II – A Vingança de Kitty Galore).
Hutcherson retoma o personagem do filme original, o jovem aventureiro Sean Anderson. Desta vez, ele busca o avô (Michael Caine) que se perdeu ao tentar encontrar a lendária Ilha Misteriosa da obra homônima de Júlio Verne. No primeiro longa-metragem, a figura paterna era interpretada por Brendan Fraser, que vivia o tio do menino; agora Dwayne Johnson fica com a responsabilidade de cuidar de Sean no papel de seu padrasto. Completam o elenco Luis Guzman e Vanessa Hudgens, como pai e filha que alugam um helicóptero para auxilar na busca à Ilha Misteriosa.
Josh Hutcherson, que está empolgado com sua participação na adaptação de Jogos Vorazes para o cinema, considerou a sequência submersa – em que ele e Dwayne Johnson tentam achar o lendário Nautilus do capitão Nemo –, como a mais complicada da produção. “Ficamos de 45 minutos a uma hora submersos em um tanque sem equipamentos, eu e Dwayne, cercados pelos mergulhadores. Nós filmávamos uma tomada, parávamos para respirar através do equipamento de um dos mergulhadores, e voltávamos para a próxima”, conta. “Ouvíamos as instruções através de alto-falantes debaixo d’água. Depois de algum tempo, esse tipo de experiência mexe um pouco com a sua cabeça. A água era tratada com um produto químico que ardia nos olhos. Foi um desafio”, completa o ator.
A busca pelo Nautilus levou a produção a criar sua própria versão do famoso submarino, que para muitos tem versão definitiva no clássico da Disney, 20 Mil Léguas Submarinas. O diretor Brad Peyton tentou evitar qualquer conexão com aquele design e foi na fonte, no livro de Júlio Verne, buscar sua inspiração. “O capitão Nemo usa o Nautilus para aterrorizar a Marinha britânica. Então quis que ele tivesse uma forma de monstro marinho, como uma imensa arraia, e nós colocamos uma barbatana em forma de serra que Nemo usaria para abalroar e afundar os navios britânicos (confira na foto abaixo)”, explica o diretor. Ele já pensa na continuação de Viagem 2, que seria baseada em outro livro de Júlio Verne, Da Terra à Lua.



