
Tiroteios, explosões, muita correria e Michelle Rodriguez saindo no braço com a bela Gina Carano (a ex-lutadora de MMA que virou atriz em A Toda Prova)… Coisas que você só vê na série Velozes & Furiosos. A bem da verdade é que, apesar de divertir bastante, o sexto capítulo está um degrau abaixo do anterior. Em Operação Rio, o diretor Justin Lin encontrou o equilíbrio perfeito. Ao invés de agradar apenas a garotada amante de carros envenenados, belas garotas e rachas, ele fez um legítimo filme de ação ao estilo James Bond. Não deu outra… A produção caiu nas graças do público e bateu o recorde da série com mais de US$ 600 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais. Velozes & Furiosos 6 é uma espécie de volta às origens. Mantém todo o exagero de Velozes 5 (na verdade, extrapola ainda mais os absurdos), mas foca novamente no tema original: automóveis e perseguições.
A trama é simples: o agente Hobbs (Dwayne Johnson) revela que Letty (Michelle Rodriguez), antigo amor de Dominic Toretto (Vin Diesel) e que aparentemente morreu no quarto filme, está viva – algo que o público já sabia pela cena final de Velozes 5. A moça integra um grupo de perigosos mercenários comandados por Shaw (Luke Evans), justamente o bando que Hobbs quer capturar com a ajuda da equipe de Toretto. Essa é a desculpa para a turma provocar “altas confusões” (parafraseando os anúncios da TV Globo) na Inglaterra e Espanha.
Lin derrapa um pouco na narrativa, mas compensa ao criar sequências de ação cada vez mais grandiosas. O conselho é não se prender ao realismo. Afinal, se houver um dicionário dos filmes do gênero, “absurdos” nada mais são do que “liberdades criativas”. E se você acha que acabou, espere até para ver a última cena com uma presença surpresa que, claro, deixa a porta aberta para a continuação. (Ricardo Matsumoto) (cotação: 3.5 ESTRELAS)






